Salvem o planeta Terra

DATAÇÃO ARQUEOLÓGICA

postado em 05/01/2014, às 16:39

Muitos amigos leitores e colaboradores têm questionado as datações arqueológicas que insiro nos “posts” (quando é o caso). Assim sendo estou disponibilizando abaixo os processos mais usados de datação arqueológica:

1)      DENDROLOGIA  (é o método de datação através dos anéis das árvores. Usa-se para datar madeiras e alcança a antiguidade de 9 mil anos).

DATAÇÃO ATRAVEZ DOS ANÉIS INTERNOS DE UMA ÁRVORE

DATAÇÃO ATRAVES DOS ANÉIS INTERNOS DE UMA ÁRVORE

Como funciona : O padrão de crescimento das árvores muda com as estações do ano. Quando se corta uma árvore, vemos uma sequência de círculos claros e escuros, correspondendo aos verões e aos invernos ocorridos durante a vida da árvore. É quase um “código de barras”. Pode-se , ao observar o corte no tronco de uma árvore, sobrepor  a  sequência dos círculos à sequência de uma outra árvore mais antiga. Paleontólogos já foram capazes de reunir uma sequência ininterrupta de 9.000 anos. Então é só comparar os círculos e contar. Dá para se saber  quando uma construção foi erguida estudando a madeira que foi usada nela (ou até em que ano cada parte foi feita).  Porém, nos trópicos, as árvores não formam anéis bem distintos.

2)      CARBONO – 14 (é a quantificação dos elementos químicos instáveis. Usa-se em madeira, papel,couro tecidos e ossos. Alcance de 60 mil anos).

 

Diminuição da taxa de C-14 após a morte

Diminuição da taxa de C-14 após a morte

Como funciona : O elemento carbono-14 (C-14)é raro. Ele é formado quando um nêutron colide com um átomo de nitrogênio-14(N-14). Assim o N-14 se transforma em C-14 e passa a integrar molecular de gás carbônico. Enquanto vivem, plantas e animais absorvem gás carbônico da atmosfera. Quando morrem, os seres deixam de repor C-14 nos corpos. Nesses casos o C-143 é instável e volta  a ser N-14. Essa queda ocorre a uma taxa constante:  a metade do C-14 existente quando o ser era vivo se transforma em N-14 em 5.600 anos. A metade do restante, em mais 5.600 anos, e assim por diante. Assim, a diferença entre a quantidade de C-14 de um fóssil e a quantidade normal serve para calcular há quanto tempo o animal ou planta morreram.

3)      TERMOLUMINESCÊNCIA  (é a medição da luz emitida por elétrons da argila. Usa-se para determinar idade de objetos cerâmicos e alcança até 300 mil anos).

Urânio nos cristais

Urânio nos cristais

Como funciona:  Pequenas quantidade de urânio no solo emitem radiação. Essa radiação prende elétrons nas imperfeições de alguns cristais. Se esse cristal estiver contido em um grão de areia ou argila usado para fazer algum objeto cerâmico , os elétrons serão liberados no cozimento da peça  e emitirão luz. Depóis disto, os cristais estarão zerados, ou seja, não possuirão mais elétrons presos. A partir daí, o objeto cerâmico passa  a acumular elétrons novamente. Os cisntistas esquentam uma amostra dessa cerâmica e a quantidade de luz liberada vai dizer quanto tempo o material esteve acumulando elétrons. Aparelhos modernos sensíveis detectam quantidades ínfimas de luz emitida.

4)      MÉTODO POTÁSSIO/ARGÔNIO ( é a medição dos átomos transmorfos e é  utilizada para datar ancestrais humanos.  Usa-se em rochas vulcânicas e alcança de 100 mil a 4,3 bilhões de anos).

escavação arqueológica para definir a taxa potássio-argônio

escavação arqueológica para definir a taxa potássio-argônio

Como funciona:  Devido a reações no seu núcleo, átomos de potássio-40 se transformam em argônio-40 sempre a uma mesma velocidade. Essa velocidade é conhecida com muita precisão. Por causa dessa reação, se uma rocha possui P-40, ela terá também A-40. Quando um vulcão entra em erupção, todo A-40 contido na rocha se evapora – sobrando apenas P-40. A rocha é zerada. Quando ela esfria, volta a produzir A-40. A proporção entre esses átomos numa rocha pode dizer exatamente quando ela se formou. Datando-se as camadas vulcânicas acima e abaixo de um fóssil, é possível se dizer quando o dono daqueles ossos morreu.

ASSIM SENDO, CAROS LEITORES, NÃO DUVIDEM DO QUE NÃO CONHECEM PROFUNDAMENTE….

Jorge Poggi/2014

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O Autor

jorge poggi

Jorge Poggi, Carioca, Sagitariano, é Economista, Administrador de empresas, Ufólogo e Arqueólogo de campo amador.

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