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Lista de Reis Sumérios: um mistério para os historiadores

Posted by  on 26/08/2014

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A Lista de Reis Sumérios ainda intriga os historiadores depois de mais de um século de pesquisas pelo meio acadêmico

Fora dos muitos artefatos incríveis que já foram recuperados a partir de sitios arqueológicos no Iraque, onde florescentes cidades sumérias (antiga Mesopotâmia) existiram uma vez, poucos têm sido mais intrigante que o Lista dos Reis da Suméria, um antigo manuscrito originalmente gravado no antigo idioma sumério, listando os reis da Suméria (antigo centro sul do Iraque ) e dinastias vizinhas, a suposta duração de cada reinado e os locais onde habitaram essa realeza “oficial”. 

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com

As varias e extensas lista de Reis Sumérios ainda intrigam os historiadores depois de mais de um século de pesquisas pelo meio acadêmico e “eruditos em história”.

Fonte: http://www.ancient-origins.net/

Por April Holloway, Ancient Origins:

O que torna este artefato tão único é o fato de que a lista combina os governantes pré-dinásticos aparentemente míticos com governantes históricos que são conhecidos por terem existido comprovadamente.

O primeiro fragmento deste texto raro e único, uma tábua cuneiforme com cerca de 4.000 anos de idade, foi encontrado no início de 1900 pelo estudioso alemão-americano Hermann Hilprecht no local onde a antiga Nippur foi erguida e o achado foi publicado em 1906. Desde a descoberta de Hilprecht, pelo menos 18 outros exemplos de lista dos reis da região foram encontradas, a maioria delas datam da segunda metade da dinastia Isin (cerca de 2017-1794 a.C.).

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O prisma de Weld-Blundell da coleção cuneiforme do Ashmolean Museum, em Oxford representa a versão mais extensa, bem como a cópia mais completa da lista de antigos reis da Suméria.

Não existem dois destes documentos idênticos em seus dados registrados. No entanto, existe material bastante comum entre todas as versões dessas listas de reis sumérios para deixar claro que eles são derivados de um único registro, muito mais antigo com os dados históricos “real” da história suméria.

Entre todos os exemplos encontrados das Listas de Reis Sumérios, o prisma Weld-Blundell da coleção cuneiforme do Ashmolean Museum, em Oxford representa a versão mais extensa, bem como a cópia mais completa da lista de reis. A 8 polegadas (20 centímetros) de altura do prisma contém quatro lados, com duas colunas escritas de cada lado.

Acredita-se que inicialmente tinha um eixo de madeira que atravessava o seu centro de modo a que pudesse ser rodado para ser lido em todos os quatro lados. Essa lista de reis enumera os governantes de “DINASTIAS ANTEDILUVIANAS” (reis de antes do dilúvio”) até o governante da XIV dinastia Isin (cerca de 1763-1753 aC), ou seja um período que envolve muitos milênios da passagem do tempo naquela região.

A lista é de imenso valor, pois reflete tradições muito antigas e, ao mesmo tempo, proporciona um importante quadro cronológico relativo aos diferentes períodos de reinados dos reis na Suméria, e até mesmo demonstra paralelos notáveis ​​para histórias contadas no livro  bíblico do Gênesis.

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A antiga civilização da Suméria

Sumer (às vezes chamada Suméria), é o local da civilização do planeta mais antiga conhecida, localizada no extremo sul da Mesopotâmia entre os rios Tigre e Eufrates, na área que mais tarde se tornou a Babilônia e é hoje o sul do Iraque a partir dos arredores da atual Bagdá em direção para o Golfo Pérsico .

Até o 3 º milênio a.C., a Suméria foi o local de pelo menos doze grandes cidades-estado distintas: Kish,  Erech,  UrSippar,  Akshak, Larak,  NippurAdabUmma,Lagash,  Bad-Tibira e Larsa. Cada uma destas cidades-estado era composto por uma cidade murada e com as suas aldeias e terras agricultáves, e cada uma adorando a sua própria divindade, cujo templo era a estrutura central da cidade. O poder político pertencia originalmente aos cidadãos, mas, como a rivalidade entre as várias cidades-estado foi aumentado, cada uma delas adotou (aconselhados pelos “deuses”) a instituição da  realeza .

A Lista de Reis Sumérios,  registra que oito reis reinaram durante um longo período antes de que uma grande inundação (o dilúvio) acontecer e destruir tudo. Após o Dilúvio, várias cidades-estado e suas dinastias de reis ganhou temporariamente o poder sobre outras cidades.

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A antiga Suméria e suas cidades localizadas entre os rios Tigre e Eufrates.

Passado “mítico”(divino) da Suméria

A Lista de Reis Sumérios começa com a própria origem da realeza, que é visto e narrada como sendo uma instituição divina: “a realeza desceu do céu”. Os governantes nas primeiras dinastias são representados como reinando fantasticamente por longos períodos:

“Após a realeza descer do céu, o reino estava em Eridu. Em Eridu, Alulim tornou-se rei; ele governou por 28.800 anos. Alaljar governou por 36.000 anos. Foram 2 reis; que governaram por  64.800 anos”.

Alguns dos governantes mencionados na lista no início, como Etana, Lugal-Banda e Gilgamesh, são “figuras míticas ou lendárias” cujas façanhas heroicas são temas de uma série de contos sumérios e composições narrativas babilônicas.

Os nomes da lista dos primeiros oito reis são apresentados governando durante um período total de 241.200 anos (67 Shars de Nibiru) de reinado desde o momento em que a realeza “desceu dos céus” para o momento em que “o dilúvio” varreu (em 10.986 a.C.,portanto a exatos 13 mil anos) a terra e mais uma vez quando “a realeza foi baixada dos céus à Terra” depois do Dilúvio.

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Interpretação dos longos períodos de reinado dos reis antigos

Os períodos de mandato incrivelmente longo dos primeiros oito reis provocou muitas tentativas de interpretação pelos “eruditos e acadêmicos“. Em um extremo existe a recusa completa das grandes figuras (oito reis mais antigos) astronomicamente  como “completamente artificial” e a visão de que eles são indignos de consideração séria pelos “estudiosos”. No outro extremo, está a crença de que os números têm uma base na realidade e que os primeiros reis eram de fato deuses que eram capazes de viver muito mais tempo do que os seres humanos comuns.

Entre os dois extremos esta a hipótese de que os números representam o poder relativo, triunfo ou importância. Por exemplo, no antigo Egito, a frase “ele morreu com 110″ se refere a alguém que viveu a vida ao máximo e que ofereceu uma importante contribuição para a sociedade. Da mesma forma, os longos períodos de reinado dos primeiros reis podem representar quão incrivelmente importante eles foram percebidos como sendo aos olhos do povo. Isso não explica, no entanto, por que os períodos de mandato mais tarde mudou para períodos de tempo realistas. Continue lendo »

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O Autor

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Jorge Poggi, Carioca, Sagitariano, é Economista, Administrador de empresas, Ufólogo e Arqueólogo de campo amador.

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